{"id":1012968,"date":"2026-03-17T14:33:42","date_gmt":"2026-03-17T17:33:42","guid":{"rendered":"https:\/\/psr.marke.com.br\/pt-br\/?post_type=analytics_post&#038;p=1012968"},"modified":"2026-04-11T10:41:03","modified_gmt":"2026-04-11T13:41:03","slug":"avaliacao-do-impacto-economico-das-restricoes-operativas-hidraulicas-em-usinas-hidreletricas-brasileiras","status":"publish","type":"analytics_post","link":"https:\/\/psr.marke.com.br\/pt-br\/analytics-report\/post\/avaliacao-do-impacto-economico-das-restricoes-operativas-hidraulicas-em-usinas-hidreletricas-brasileiras\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o do impacto econ\u00f4mico das restri\u00e7\u00f5es operativas hidr\u00e1ulicas em usinas hidrel\u00e9tricas brasileiras"},"content":{"rendered":"<div class=\"vgblk-rw-wrapper limit-wrapper\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Contexto<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A matriz el\u00e9trica brasileira \u00e9 predominantemente composta por usinas hidrel\u00e9tricas, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica do pa\u00eds. O Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS) coordena e controla a opera\u00e7\u00e3o do Sistema Interligado Nacional (SIN).<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir uma opera\u00e7\u00e3o segura e econ\u00f4mica, \u00e9 essencial considerar as limita\u00e7\u00f5es operacionais dessas usinas, tanto na opera\u00e7\u00e3o em tempo real quanto na representa\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es em modelos eletro-energ\u00e9ticos para planejamento e programa\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os exemplos de vari\u00e1veis de usinas hidrel\u00e9tricas sujeitas a Restri\u00e7\u00f5es Operativas Hidr\u00e1ulicas (<strong>COPHIs, sigla em portugu\u00eas<\/strong>) est\u00e3o os n\u00edveis d&#8217;\u00e1gua (montante e jusante) e as vaz\u00f5es (deflu\u00eancia, turbinada e vertida), para os quais podem ser estabelecidos limites m\u00ednimos e\/ou m\u00e1ximos de valor, bem como taxas de incremento ou decremento. As COPHIs s\u00e3o necess\u00e1rias para garantir:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Os usos m\u00faltiplos da \u00e1gua, o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o federal e estadual e a conformidade com demandas relacionadas a quest\u00f5es socioambientais.<\/li>\n\n\n\n<li>A observ\u00e2ncia das diretrizes operacionais de cada reservat\u00f3rio, declaradas para promover uma melhor gest\u00e3o dos recursos h\u00eddro-energ\u00e9ticos do SIN, incluindo as defini\u00e7\u00f5es das resolu\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA).<\/li>\n\n\n\n<li>A seguran\u00e7a na execu\u00e7\u00e3o de atividades e servi\u00e7os que exigem o controle de vari\u00e1veis hidr\u00e1ulicas nos s\u00edtios.<\/li>\n\n\n\n<li>A realiza\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es nas estruturas das usinas (vertedouros, casas de m\u00e1quinas, etc.) que impliquem algum tipo de restri\u00e7\u00e3o \u00e0s vari\u00e1veis hidr\u00e1ulicas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>As ocorr\u00eancias das principais restri\u00e7\u00f5es operativas hidr\u00e1ulicas de montante e jusante registradas e em vigor foram observadas no extrato do &#8220;Formul\u00e1rio de Solicita\u00e7\u00e3o de Atualiza\u00e7\u00e3o de Restri\u00e7\u00e3o Hidr\u00e1ulica&#8221; (FSARH) do ONS, levantado em 28 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><\/td><td><strong>N\u00edvel d&#8217;\u00e1gua m\u00e1ximo<\/strong><\/td><td><strong>N\u00edvel d&#8217;\u00e1gua m\u00ednimo<\/strong><\/td><td><strong>Taxa de redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel<\/strong><\/td><td><strong>Taxa de eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Restri\u00e7\u00f5es de montante<\/td><td>50%<\/td><td>40%<\/td><td>6%<\/td><td>3%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table is-style-stripes\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><\/td><td><strong>Vaz\u00e3o m\u00e1x.<\/strong><\/td><td><strong>Vaz\u00e3o m\u00edn.<\/strong><\/td><td><strong>Taxa de aumento da vaz\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Taxa de redu\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o<\/strong><\/td><td><strong>Vaz\u00e3o m\u00ednima ecol\u00f3gica<\/strong><\/td><td><strong>Outros<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Restri\u00e7\u00f5es de jusante<\/td><td>31%<\/td><td>33%<\/td><td>17%<\/td><td>8%<\/td><td>6%<\/td><td>5%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>As COPHIs s\u00e3o estabelecidas no Subm\u00f3dulo 4.7 dos Procedimentos de Rede do ONS (&#8220;Inclus\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es operativas hidr\u00e1ulicas para empreendimentos hidrel\u00e9tricos&#8221;). Elas s\u00e3o altamente relevantes para os processos de planejamento, programa\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o em tempo real, dadas suas implica\u00e7\u00f5es para a opera\u00e7\u00e3o das usinas hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, observou-se um aumento significativo no n\u00famero de COPHIs registradas junto ao ONS para garantir os usos m\u00faltiplos da \u00e1gua, o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o federal e estadual e a conformidade com demandas socioambientais e energ\u00e9ticas. Em conjunto, essas COPHIs reduzem a <strong>flexibilidade operacional<\/strong> das usinas hidrel\u00e9tricas, o que tem implica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para a opera\u00e7\u00e3o do sistema. Por exemplo, pode ser necess\u00e1rio despachar uma usina termel\u00e9trica a g\u00e1s para compensar varia\u00e7\u00f5es de curto prazo nas fontes renov\u00e1veis ou mant\u00ea-la sincronizada durante per\u00edodos em que as usinas hidrel\u00e9tricas est\u00e3o restritas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o ONS contratou a <strong>PSR<\/strong>, buscando melhorias no processo de an\u00e1lise, avalia\u00e7\u00e3o, aceita\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es COPHI que comp\u00f5em o SIN. Uma das atividades desenvolvidas pela PSR nesse projeto foi uma metodologia para avaliar o <strong>impacto econ\u00f4mico<\/strong> de cada COPHI sem julgar sua necessidade. No entanto, ao aplicar a metodologia, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer um ranking das COPHIs mais onerosas. A expectativa \u00e9 que esse exerc\u00edcio oriente discuss\u00f5es mais objetivas sobre a possibilidade de atuar para reduzir ou tornar essas COPHIs mais flex\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pouco mais de uma d\u00e9cada, durante uma prolongada estiagem que afetou especialmente o Rio S\u00e3o Francisco, ficou evidente que era poss\u00edvel reduzir a vaz\u00e3o defluente de algumas usinas, como a UHE Tr\u00eas Marias. Essa vaz\u00e3o estava sendo usada para manter um n\u00edvel espec\u00edfico necess\u00e1rio para capta\u00e7\u00e3o de abastecimento urbano. A instala\u00e7\u00e3o de bombas flutuantes \u2014 um projeto simples com or\u00e7amento relativamente reduzido \u2014 permitiu a redu\u00e7\u00e3o dessas vaz\u00f5es, preservando a \u00e1gua no reservat\u00f3rio da usina para evitar seu esvaziamento. Essa medida proporcionou um benef\u00edcio muito superior ao custo da adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ranking das COPHIs de maior impacto pode ajudar a orientar onde buscar primeiro. O caso de Tr\u00eas Marias ilustra como interven\u00e7\u00f5es pontuais fora do escopo tradicional do setor el\u00e9trico podem gerar benef\u00edcios muito superiores ao seu custo, mesmo que n\u00e3o haja garantia de que tal sucesso sempre se repetir\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo discute o componente do projeto em que a PSR desenvolve uma metodologia para avaliar as COPHIs considerando suas consequ\u00eancias e repercuss\u00f5es sob diversas condi\u00e7\u00f5es operativas do Sistema Interligado Nacional (SIN). A metodologia est\u00e1 fundamentada no conceito de custos marginais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Custos marginais<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os custos marginais representam a taxa de varia\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o objetivo em rela\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00f5es infinitesimais nos termos independentes das restri\u00e7\u00f5es (i.e., o Lado Direito ou RHS das restri\u00e7\u00f5es). Na pr\u00e1tica, indicam o quanto o valor \u00f3timo da fun\u00e7\u00e3o objetivo (e.g., custo total ou lucro) muda quando a disponibilidade de um recurso (como capacidade de gera\u00e7\u00e3o, restri\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o, etc.) \u00e9 levemente aumentada ou diminu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto dos problemas de otimiza\u00e7\u00e3o de sistemas de energia, os custos marginais s\u00e3o amplamente utilizados para avaliar o impacto das restri\u00e7\u00f5es. Em um problema de despacho de usina hidrel\u00e9trica, por exemplo, o custo marginal de uma restri\u00e7\u00e3o de vaz\u00e3o m\u00ednima indica o quanto o custo total do sistema aumentaria se a vaz\u00e3o m\u00ednima fosse elevada. Restri\u00e7\u00f5es com altos custos marginais s\u00e3o identificadas como cr\u00edticas para o sistema e seu relaxamento pode trazer benef\u00edcios significativos. Assim, os custos marginais s\u00e3o \u00fateis para identificar gargalos e podem orientar decis\u00f5es sobre onde expandir a capacidade de usinas ou linhas de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo marginal da k-\u00e9sima COPHI, no est\u00e1gio <em>t<\/em> e no cen\u00e1rio hidrol\u00f3gico <em>s<\/em>, expresso por \u03c0<em>k,t,s<\/em>, mede a varia\u00e7\u00e3o no custo de opera\u00e7\u00e3o do SIN (em R$) resultante de uma mudan\u00e7a na COPHI. Alguns exemplos ilustrativos s\u00e3o apresentados a seguir.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o do Impacto das COPHIs Permanentes<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente existem cerca de 600 COPHIs ativas, a maioria das quais s\u00e3o restri\u00e7\u00f5es permanentes. Uma abordagem poss\u00edvel \u00e9 avaliar o impacto de cada COPHI separadamente, desativando-as uma a uma. Para isso, calcula-se a diferen\u00e7a \u0394<em>Z<\/em>\u2096 entre o custo operacional da simula\u00e7\u00e3o do SIN considerando todas as COPHIs ativas (caso base) e o custo da simula\u00e7\u00e3o quando a k-\u00e9sima COPHI \u00e9 removida.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o custo operacional do SIN com todas as COPHIs &#8220;desativadas&#8221; for <em>Z<\/em>\u2080, e se <em>Z<\/em> for o custo do caso base com todas as COPHIs, ent\u00e3o o impacto econ\u00f4mico da k-\u00e9sima COPHI \u00e9 calculado como:<\/p>\n\n\n\n<p>$$\\text{Impacto}<em>k = (Z &#8211; Z_0) \\frac{\\Delta Z_k}{\\sum<\/em>{j=1}^{K} \\Delta Z_j}$$<\/p>\n\n\n\n<p>Esse m\u00e9todo de aloca\u00e7\u00e3o de custos, conhecido como &#8220;last-addition&#8221;, ou a alternativa &#8220;first-addition&#8221; (que mede a diferen\u00e7a entre o custo do SIN quando apenas a k-\u00e9sima COPHI est\u00e1 ativa e o custo quando nenhuma COPHI est\u00e1 ativa), tem a desvantagem de exigir <em>K<\/em> simula\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 computacionalmente caro. Al\u00e9m disso, cobre apenas uma das muitas combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de COPHIs que podem estar ativas ou inativas. Assim, estritamente falando, seria necess\u00e1rio avaliar a contribui\u00e7\u00e3o de cada COPHI para todas as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de quais est\u00e3o ativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O M\u00e9todo de Aloca\u00e7\u00e3o de Shapley, por sua vez, \u00e9 usado para distribuir custos ou benef\u00edcios entre participantes de forma justa, considerando a contribui\u00e7\u00e3o de cada um para o resultado total. Esse m\u00e9todo \u00e9 aplicado em diversos campos, como economia, ci\u00eancia de dados e gest\u00e3o de recursos. Seus conceitos b\u00e1sicos envolvem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Jogo Cooperativo<\/strong>: quando agentes cooperam para obter um benef\u00edcio coletivo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fun\u00e7\u00e3o Caracter\u00edstica (<\/strong><strong><em>v<\/em><\/strong><strong>)<\/strong>: representa o valor para qualquer subconjunto de jogadores. Para um conjunto <em>S<\/em> de jogadores, <em>v(S)<\/em> \u00e9 o valor.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Contribui\u00e7\u00e3o Marginal<\/strong>: a diferen\u00e7a que um jogador <em>i<\/em> (COPHI) acrescenta ao entrar em um grupo <em>S<\/em>, expressa por: <em>v(S \u222a {i}) \u2212 v(S)<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para um jogador <em>i<\/em>, o valor de Shapley \u03c6\u1d62 \u00e9 dado por:<\/p>\n\n\n\n<p>$$\\phi_i = \\sum_{S \\subseteq N \\setminus {i}} \\frac{|S|!(n &#8211; |S| &#8211; 1)!}{n!} [v(S \\cup {i}) &#8211; v(S)]$$<\/p>\n\n\n\n<p>Onde:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>N<\/em> corresponde ao conjunto de todos os jogadores.<\/li>\n\n\n\n<li><em>S<\/em> \u00e9 um subconjunto de participantes excluindo <em>i<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li><em>v(S)<\/em> \u00e9 o valor (ou custo) da coaliz\u00e3o <em>S<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li><em>v(S \u222a {i})<\/em> \u00e9 o valor da coaliz\u00e3o formada pela adi\u00e7\u00e3o do jogador <em>i<\/em> a <em>S<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li>|<em>S<\/em>| corresponde ao tamanho do subconjunto <em>S<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li>A fra\u00e7\u00e3o |<em>S<\/em>|!(<em>n<\/em> \u2212 |<em>S<\/em>| \u2212 1)! \/ <em>n<\/em>! \u00e9 o peso atribu\u00eddo a todas as ordens de forma\u00e7\u00e3o dos grupos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Por exemplo, considere tr\u00eas usinas (A, B, C) gerando energia. O m\u00e9todo de Shapley calcula quanto cada usina deve ser compensada com base em sua contribui\u00e7\u00e3o para todas as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis (A isolada, A+B, A+C, A+B+C, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>A limita\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da aplica\u00e7\u00e3o desse m\u00e9todo \u00e9 o n\u00famero de combina\u00e7\u00f5es que precisariam ser testadas para um conjunto de centenas de COPHIs. Para contornar esse problema, prop\u00f5e-se uma extens\u00e3o desse m\u00e9todo: o <strong>m\u00e9todo de Aumann-Shapley (A-S)<\/strong>, geralmente utilizado em situa\u00e7\u00f5es em que os fatores n\u00e3o s\u00e3o discretos, mas cont\u00ednuos. \u00c9 especialmente \u00fatil para problemas de aloca\u00e7\u00e3o de custos em sistemas como redes el\u00e9tricas ou cadeias de suprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o m\u00e9todo de Shapley lida com elementos individuais, o m\u00e9todo de Aumann-Shapley lida com fra\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas de contribui\u00e7\u00e3o. Em vez de alocar custos a usinas individuais, ele aloca custos a recursos compartilhados. Seu funcionamento est\u00e1 relacionado a:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Integra\u00e7\u00e3o das Contribui\u00e7\u00f5es Marginais<\/strong>: O m\u00e9todo calcula a contribui\u00e7\u00e3o marginal de cada fra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua (e.g., cada MWh gerado) e integra essas contribui\u00e7\u00f5es ao longo de um caminho cont\u00ednuo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Caminho de Integra\u00e7\u00e3o<\/strong>: A aloca\u00e7\u00e3o \u00e9 feita ao longo de um caminho de &#8220;nenhuma contribui\u00e7\u00e3o&#8221; at\u00e9 a &#8220;contribui\u00e7\u00e3o total&#8221;.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Para um recurso cont\u00ednuo <em>x<\/em>, o custo alocado \u03c6(<em>x<\/em>) \u00e9 dado por:<\/p>\n\n\n\n<p>$$\\Phi(x) = \\int_0^1 \\frac{\\partial C(t \\cdot x)}{\\partial x} dt$$<\/p>\n\n\n\n<p>Onde:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>C(t \u00b7 x)<\/em> \u00e9 o custo total quando o recurso <em>x<\/em> \u00e9 escalado por um fator <em>t<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li>\u2202<em>C(t \u00b7 x)<\/em> \/ \u2202<em>x<\/em> \u00e9 o custo marginal do recurso <em>x<\/em> no ponto <em>t \u00b7 x<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Prop\u00f5e-se aplicar o m\u00e9todo A-S para avaliar o impacto das COPHIs:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O custo operacional do sistema \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o a ser alocada.<\/li>\n\n\n\n<li>O objetivo \u00e9 quantificar o impacto marginal de cada COPHI no custo operacional total do SIN, considerando a interdepend\u00eancia entre elas.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo A-S permite uma aloca\u00e7\u00e3o justa e eficiente. Em sua vers\u00e3o discreta por fra\u00e7\u00e3o, todas as COPHIs s\u00e3o escaladas conjuntamente de seu valor atual para um valor m\u00ednimo (para restri\u00e7\u00f5es de limite inferior \u2014 &#8220;maior ou igual a&#8221;) ou um valor m\u00e1ximo (para restri\u00e7\u00f5es de limite superior \u2014 &#8220;menor ou igual a&#8221;). Passos discretos s\u00e3o usados para medir o incremento de custo do SIN. O impacto marginal de cada restri\u00e7\u00e3o \u00e9 obtido por meio dos custos marginais. O algoritmo A-S possui quatro etapas principais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 1:<\/strong> Definir os passos discretos<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Escolher <em>N<\/em> (e.g., <em>N<\/em> = 10).<\/li>\n\n\n\n<li>Definir <em>a\u2099 = n\/N<\/em>, onde <em>n<\/em> = 0, &#8230;, <em>N<\/em>, para escalar todos os tipos de COPHIs, para todas as usinas, est\u00e1gios e cen\u00e1rios hidrol\u00f3gicos. O incremento \u00e9 1\/<em>N<\/em>.\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Quando <em>a\u2099<\/em> = 1, a COPHI <em>k<\/em> recebe seu valor original.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando <em>a\u2099<\/em> = 0, a COPHI <em>k<\/em> \u00e9 relaxada.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Exemplo de limites de vaz\u00e3o operacional para a COPHI k:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As premissas para os valores m\u00ednimo e m\u00e1ximo das restri\u00e7\u00f5es devem ser definidas com cuidado. A vaz\u00e3o m\u00ednima relaxada poderia ser, por exemplo, a vaz\u00e3o m\u00ednima di\u00e1ria hist\u00f3rica de uma usina, enquanto a vaz\u00e3o m\u00e1xima relaxada pode ser o valor utilizado no c\u00e1lculo do volume de controle de cheias. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para uma avalia\u00e7\u00e3o mais realista do impacto econ\u00f4mico das COPHIs.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 2:<\/strong> Simular o sistema com restri\u00e7\u00f5es escalonadas<\/p>\n\n\n\n<p>Para cada passo <em>n<\/em> = 0, &#8230;, <em>N<\/em>:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Escalar todas as COPHIs para todas as usinas pelo fator <em>\u03b1\u2099<\/em>.<\/li>\n\n\n\n<li>Resolver o problema de otimiza\u00e7\u00e3o do SIN utilizando <strong>SDDP<\/strong> para o planejamento da opera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dio prazo, considerando as COPHIs que incluem diferentes tecnologias de gera\u00e7\u00e3o (usinas hidrel\u00e9tricas, termel\u00e9tricas, solares, e\u00f3licas), a rede de transmiss\u00e3o e tecnologias de armazenamento, como AHR e baterias.<\/li>\n\n\n\n<li>Calcular o custo operacional do sistema <em>z\u2099<\/em> e o custo incremental \u0394<em>z\u2099<\/em> = <em>z\u2099 \u2212 z\u2099\u208b\u2081<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 3:<\/strong> Calcular a contribui\u00e7\u00e3o individual de cada COPHI <em>k<\/em> para o incremento de custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seja \u0394<em>k,n<\/em> = \u03a3<em>\u209c\u03a3\u209b<\/em> (\u03c0<em>k,t,s<\/em>\u207f \u00b7 COPHI<em>k<\/em>\u207f \u2212 \u03c0<em>k,t,s<\/em>\u207f\u207b\u00b9 \u00b7 COPHI<em>k<\/em>\u207f\u207b\u00b9) e \u0394I<em>k,n<\/em> = \u0394<em>z\u2099<\/em> \u00b7 \u0394<em>k,n<\/em> \/ \u03a3<em>\u2096<\/em>\u0394<em>k,n<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O impacto econ\u00f4mico final de cada COPHI <em>k<\/em> \u00e9 I<em>k<\/em> = \u03a3\u2099 \u0394I<em>k,n<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Etapa 4:<\/strong> Gerar o Ranking das Restri\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Ordenar as COPHIs por seus impactos em valores absolutos. O ranking deve fornecer uma desagrega\u00e7\u00e3o por tipo de COPHI (e.g., vaz\u00e3o m\u00ednima, vaz\u00e3o m\u00e1xima, etc.) e por UHE (Usina Hidrel\u00e9trica).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Exerc\u00edcio Num\u00e9rico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O procedimento Aumann-Shapley (A-S) para avalia\u00e7\u00e3o do impacto econ\u00f4mico das COPHIs foi inicialmente testado com o SDDP, devido \u00e0 facilidade de implementa\u00e7\u00e3o pela PSR e \u00e0 disponibilidade dos componentes necess\u00e1rios (modelagem de restri\u00e7\u00f5es e prepara\u00e7\u00e3o dos custos marginais associados). As seguintes premissas foram utilizadas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Deck do PMO de maio de 2025 (Programa Mensal de Opera\u00e7\u00e3o), com horizonte de 5 anos e 200 cen\u00e1rios sint\u00e9ticos de aflu\u00eancias gerados pelo modelo PAR(p) do SDDP, sem uso de reamostragem de cen\u00e1rios na pol\u00edtica.<\/li>\n\n\n\n<li>O A-S foi implementado em c\u00f3digo Julia para alocar impactos econ\u00f4micos usando 10 pontos (0%, 10%, 20%, &#8230;, 100%), ou seja, 11 rodadas do SDDP com c\u00e1lculo de pol\u00edtica e simula\u00e7\u00e3o para cada caso utilizando os 200 cen\u00e1rios de hidrologia.<\/li>\n\n\n\n<li>Foram adotados valores para cada COPHI, conforme apresentado na Tabela 1.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>COPHI<\/strong><\/td><td><strong>Premissa para o caso 100% relaxado<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>Vaz\u00e3o m\u00ednima<\/td><td>Vaz\u00e3o total m\u00ednima di\u00e1ria hist\u00f3rica<\/td><\/tr><tr><td>Vaz\u00e3o m\u00e1xima<\/td><td>Vaz\u00e3o utilizada no c\u00e1lculo do volume de controle de cheias, se aplic\u00e1vel. Caso contr\u00e1rio, o m\u00ednimo entre 2x a vaz\u00e3o m\u00e1xima e a vaz\u00e3o de projeto do vertedouro.<\/td><\/tr><tr><td>Volume m\u00edn.\/m\u00e1x.<\/td><td>Volume operativo m\u00ednimo\/m\u00e1ximo<\/td><\/tr><tr><td>Rampas m\u00edn.\/m\u00e1x. de n\u00edvel<\/td><td>Zero<\/td><\/tr><tr><td>Rampas m\u00edn.\/m\u00e1x. de vaz\u00e3o<\/td><td>Zero<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Tabela 1 \u2013 Premissas para os valores das COPHIs no caso relaxado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\"><br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Resultados<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O procedimento proposto foi executado, consistindo em 11 rodadas do SDDP (para pontos de 0% a 100% em passos de 10%), o deck do PMO de maio de 2025 com horizonte de 5 anos, 200 cen\u00e1rios hidrol\u00f3gicos e a inclus\u00e3o (por ora) das COPHIs previamente apresentadas:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Vaz\u00f5es m\u00ednimas<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00edvel m\u00ednimo por usina<\/li>\n\n\n\n<li>Vaz\u00e3o turbinada m\u00ednima<\/li>\n\n\n\n<li>Vaz\u00e3o vertida m\u00ednima<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>A figura seguinte apresenta a aloca\u00e7\u00e3o do aumento dos custos de opera\u00e7\u00e3o no horizonte de 5 anos, em propor\u00e7\u00e3o ao produto do custo marginal e do incremento da COPHI, para as 15 usinas com maiores valores obtidos por esta metodologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os resultados apresentados, \u00e9 interessante destacar os custos das seguintes usinas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Pimental<\/strong>: apresenta o maior valor (n\u00e3o mostrado para evitar distor\u00e7\u00e3o dos demais), pois representa o efeito da vaz\u00e3o requerida para atender ao hidrograma; essa \u00e1gua deixa de ser turbinada em Belo Monte (usina com ~90 m de queda) e passa a ser turbinada em Pimental (~20 m de queda) ou vertida. O impacto m\u00e9dio \u00e9 de R$ 850 milh\u00f5es. A figura seguinte mostra o valor do impacto econ\u00f4mico para cada cen\u00e1rio simulado. Isso ajuda a compreender a dispers\u00e3o dos resultados do impacto econ\u00f4mico. O s\u00edtio Pimental, por exemplo, possui uma vaz\u00e3o m\u00ednima ambiental (valores mensais) que deve ser mantida no Rio Xingu, sem gerar energia el\u00e9trica. Dependendo da condi\u00e7\u00e3o de suprimento do SIN, essa perda de energia pode ter efeitos mais limitados ou mais severos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Porto Primavera e Xing\u00f3<\/strong>: consideram seus valores estruturais m\u00ednimos de deflu\u00eancia, que s\u00e3o 4.600 m\u00b3\/s e 800 m\u00b3\/s, respectivamente.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Jupi\u00e1<\/strong>: reflete as restri\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o m\u00ednima.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Barra Bonita, Tr\u00eas Irm\u00e3os e Ilha Solteira<\/strong>: refletem as restri\u00e7\u00f5es de n\u00edvel m\u00ednimo para manuten\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es da hidrovia Tiet\u00ea-Paran\u00e1.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sobradinho e Itaparica<\/strong>: refletem as restri\u00e7\u00f5es de vaz\u00e3o m\u00ednima e o impacto das diretrizes operacionais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Funil (Para\u00edba do Sul)<\/strong>: reflete o n\u00edvel m\u00ednimo de armazenamento de 30% definido na Resolu\u00e7\u00e3o Conjunta ANA\/INEA\/DAE\/IGAM n.\u00ba 1382\/2015.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Machadinho<\/strong>: reflete a vaz\u00e3o turbinada m\u00ednima condicionada ao n\u00edvel do reservat\u00f3rio, conforme estabelecido no FSAR-H 2858\/2022, que define uma vaz\u00e3o m\u00ednima de 295 m\u00b3\/s quando o n\u00edvel est\u00e1 acima de 469,9 m e de 250 m\u00b3\/s quando abaixo dessa cota.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Crit\u00e9rios de Avalia\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise de Custo-Benef\u00edcio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O ranking das COPHIs por seu impacto econ\u00f4mico, derivado do m\u00e9todo Aumann-Shapley, serve como um guia estrat\u00e9gico fundamental. Ele vai al\u00e9m da simples identifica\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es: ajuda a indicar onde podem estar as maiores economias potenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o ranking identifique as restri\u00e7\u00f5es mais onerosas, \u00e9 importante reconhecer que o &#8220;relaxamento&#8221; de uma COPHI nem sempre \u00e9 vi\u00e1vel ou apropriado. Na pr\u00e1tica, o escopo de flexibiliza\u00e7\u00e3o tende a recair em duas categorias:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Restri\u00e7\u00f5es Inflex\u00edveis<\/strong>: Algumas COPHIs s\u00e3o essenciais para prote\u00e7\u00f5es socioambientais inegoci\u00e1veis. Por exemplo, uma exig\u00eancia de vaz\u00e3o m\u00ednima pode ser vital para garantir a sobreviv\u00eancia de uma esp\u00e9cie end\u00eamica amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o em um trecho espec\u00edfico de rio. Nesses casos, o &#8220;custo&#8221; para o ecossistema do relaxamento da restri\u00e7\u00e3o seria infinito, tornando a flexibiliza\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel independentemente do impacto econ\u00f4mico sobre o setor el\u00e9trico.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Restri\u00e7\u00f5es Flex\u00edveis via Investimento<\/strong>: Muitas restri\u00e7\u00f5es existem para proteger atividades humanas espec\u00edficas que podem ser adaptadas com investimento direcionado. Um exemplo primordial \u00e9 a UHE Tr\u00eas Marias, onde a vaz\u00e3o a jusante era mantida em n\u00edvel elevado exclusivamente para capta\u00e7\u00e3o de abastecimento urbano. Ao investir em bombas flutuantes \u2014 um projeto simples e de baixo or\u00e7amento \u2014, o sistema passou a admitir vaz\u00f5es reduzidas e preservou os n\u00edveis do reservat\u00f3rio, gerando um benef\u00edcio que superou amplamente o custo da adapta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Para avan\u00e7ar de um ranking te\u00f3rico \u00e0 a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise marginal de custo-benef\u00edcio. Isso envolve a compara\u00e7\u00e3o de duas curvas distintas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>A Curva de Benef\u00edcio<\/strong>: Representa a redu\u00e7\u00e3o acumulada nos custos operacionais do SIN \u00e0 medida que uma COPHI \u00e9 relaxada incrementalmente. Isso \u00e9 calculado simulando o sistema (e.g., com o modelo SDDP) sob diferentes limites de restri\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>A Curva de Custo<\/strong>: Representa o investimento necess\u00e1rio (estrutural ou n\u00e3o estrutural) para viabilizar essa flexibiliza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>ADICIONAR FIGURA<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Figura 1 \u2013 Gr\u00e1fico da curva de custo-benef\u00edcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O grau \u00f3timo de flexibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrado na interse\u00e7\u00e3o dessas duas curvas. Ao aplicar essa l\u00f3gica, as COPHIs podem ser priorizadas para orientar a tomada de decis\u00e3o, considerando solu\u00e7\u00f5es de custo baixo a moderado com implementa\u00e7\u00e3o de curto ou m\u00e9dio prazo que proporcionem ganhos significativos. Por outro lado, interven\u00e7\u00f5es estruturais complexas, de alto custo e com longos prazos de implementa\u00e7\u00e3o, s\u00f3 se justificam se o benef\u00edcio ao SIN for substancial.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa abordagem anal\u00edtica \u00e9 diretamente relevante para os consumidores de energia el\u00e9trica, uma vez que qualquer redu\u00e7\u00e3o nos custos operacionais do SIN se traduz, em \u00faltima inst\u00e2ncia, em tarifas mais baixas. Subsiste, no entanto, um importante obst\u00e1culo regulat\u00f3rio: o setor el\u00e9trico frequentemente n\u00e3o possui mandato legal para financiar ou executar adapta\u00e7\u00f5es fora de seu dom\u00ednio imediato, mesmo quando essas interven\u00e7\u00f5es claramente reduziriam os custos do sistema. O caso de Tr\u00eas Marias ilustra bem esse ponto: a instala\u00e7\u00e3o de bombas flutuantes para capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua urbana permitiu reduzir os requisitos de vaz\u00e3o a jusante, preservar o armazenamento nos reservat\u00f3rios e gerar benef\u00edcios muito superiores ao custo da adapta\u00e7\u00e3o. Um arcabou\u00e7o interinstitucional proativo contribuiria para viabilizar investimentos transsetoriais similares sempre que o benef\u00edcio para os consumidores de energia el\u00e9trica superar o custo da interven\u00e7\u00e3o externa necess\u00e1ria.<\/p>\n<\/div><!-- .vgblk-rw-wrapper -->","protected":false},"author":1,"featured_media":1013112,"template":"","meta":{"_acf_changed":true},"report_section":[476],"class_list":["post-1012968","analytics_post","type-analytics_post","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","report_section-indepth"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Avalia\u00e7\u00e3o do impacto econ\u00f4mico das restri\u00e7\u00f5es operativas hidr\u00e1ulicas em usinas hidrel\u00e9tricas brasileiras - PSR Energy<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Avalia\u00e7\u00e3o do impacto econ\u00f4mico das restri\u00e7\u00f5es operativas hidr\u00e1ulicas em usinas hidrel\u00e9tricas brasileiras - PSR Energy\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Contexto A matriz el\u00e9trica brasileira \u00e9 predominantemente composta por usinas hidrel\u00e9tricas, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte da gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica do pa\u00eds. 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